Publicado por: sadeckgeo | outubro 26, 2016

Uma nova forma de pensar o GEO?

e-sensing

Olhar para esse universo multidimensional que estamos entrando nas ciências geoespaciais, deixa a gente um pouco assustado e ansioso para ver como vai se desenrolar esse roteiro em que a quantidade de dados e fontes de coleta são gigantescas, como já mencionamos nas postagens de BIG DATA, IoT e GIS.

Recentemente fiz um vídeo sobre o projeto AxelGlobe, que vai colocar 50 satélites em órbita para coleta de informações ambientais em tempo quase real. Veja o vídeo! Porém, o que me veio à mente depois de gravar, foi que na maioria das vezes a quantidade de dados para análise já é bastante grande, no entanto, ainda não temos capacidade de fazer as análises desse conjunto todo. É só ver os estudos que são publicados em revistas para perceber que são sempre recortes em análise.

Ai então lembrei de um projeto em andamento, que se chama e-sensing e tem por desafio científico criar uma plataforma para organização, acesso, processamento e análise de grandes dados de observação da Terra de forma inovadora. Sendo assim, parece que a ideia não é mais somente distribuir imagens de satélite e produtos derivados como o NDVI MODIS, mas sim de fornecer informações, baseadas nessas imagens e nesses produtos, para planejamento e controle em 5D.

O projeto propõe a integração dos centros de observação da terra que disponibilizarão sua capacidade de processamento e armazenamento para que os usuários possam fazer suas análises.

“Os usuários não precisam mais baixar centenas ou milhares de imagens para fazer a sua análise. Nossa plataforma de conhecimento permitirá aos cientistas realizar a análise de dados diretamente em servidores de BIG DATA.”

A proposta possibilitará que tenhamos pesquisas multidimensionais, com isso, novas tecnologias devem ser aplicadas no desenvolvimento e suporte de novos algoritmos, como CUDA, BIG SQL, Data Mining, Deep learning, Cognitive computing e outras que ainda abordaremos aqui no blog ou no youtube.

Já tem um monte de gente brincando nesse play. A IBM já está no desenvolvimento do BIG SQL, que se não me engano, é uma proposta de agregar o SQL com o No-SQL, bem como o professor Clodoveu propôs no FOSS4GIS, além de ter uma grande equipe no desenvolvimento de Cognitive computing. A NVIDIA com o CUDA já tem parcerias com a Harris geospatial desenvolvedora do ENVI, com a ESRI do ArcGIS, o Pessoal do PostgreSQL já entrou na brincadeira, a Google com o Earth Engine, os desenvolvedores do R e assim vai, muitas outras iniciativas privadas e livres estão em curso. Vamos ver como essa proposta do e-sensing vai se desenrolar. Estaremos acompanhando!

Será que com todas essas mudanças estamos abrindo uma nova geração de SIG?

O que você acha ou espera desse campo que vem se fortalecendo na informação geoespacial?

Não esqueça de curtir e compartilhar o post.

Referências:

http://www.esensing.org/

http://www.esensing.org/docs/e-sensing_proposal.pdf

http://www.dpi.inpe.br/gilberto/papers/camara_fields_giscience2014.pdf

http://www.paradigm4.com/


Responses

  1. Olá boa tarde interessante esse anel de satélites, vamos ter uma resolução de imagens bem melhor que hoje, gostei muito dessa parada, apesar de ser em futuro bem próximo, mas estarei ansioso para experimentar.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Ótima reflexão, Sadeck. E totalmente relacionável aos seus outros artigos sobre marcado de trabalho e desenvolvimento da nossa área de trabalho….

    A Google tem o Google Earth Engine, a FAO criou o projeto Collect Earth, cada um com objetivos diferentes e bem definidos.
    Mas ambos baseado em um formato onde não é necessário adquirir as imagens. Tudo é processado em servidores. O que isso quer dizer?
    Isso quer dizer que você não precisa mais de grandes computadores para processar ‘seus’ dados. Basta conhecer o projeto mais adequado. Ou seja, “democracia” (no sentido de ampliar o acesso à pessoas sem acesso a tantos recursos).

    Além disso, criaram APIs (pelo menos é o caso do GEE), onde vc pode programar os processo de seu intere, criar funções e etc. E foi esse mesmo sistema usado pelo Hansen et al., (2013) em sua publicação.

    Em resumo, creio que cada vez mais iremos nessa direção. Mas isso não significa em nada a perda de valor dos conceitos básicos de SR e SIG. Muito pelo contrário. Cada vez mais será importante termos em mente os modelos conceituais e como aplicá-los para grande quantidade de dados…

    Curtido por 1 pessoa

    • Fala Felipe,

      É isso mesmo…

      No documento do e-sensing eles até falam do GEE, mas dizem que é uma iniciativa proprietária e tem suas restrições. Li em algum lugar que eles (google) não ficaram muito satisfeitos com o desenvolvimento de uso pela comunidade do GEE. Vou procurar o link e posto pelo twitter.

      Outro ponto é que o Open Foris da FAO tem também um ambiente de programação que você pode criar algumas coisas de PDI e Análise. Quando estive lá, bati um papo com os desenvolvedores e a ideia era integrar com várias propostas, até com o TerraAmazon.

      Conceitos são sempre bem vindos né?!

      Um grande abraço!

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