Publicado por: sadeckgeo | janeiro 4, 2016

O GIS não precisa mais de nós?!

gis_algoritmo

A internet das coisas possibilitara uma alta coleta de informações pessoais (mineração de dados), muito maior do que já é feito hoje pelas redes sociais e pelos filtros de busca, como explicado no excelente livro “The Filter Bubble”. O que hoje tem sido usado pelo mercado para criar propaganda, em um futuro muito próximo será elevado a 1000. Estamos levando o SIG a nível pessoal, informação unitária, que permitirá indicar o que você enquanto consumidor vai querer antes mesmo de você querer. Sinceramente isso me deixa um pouco preocupado e assustado, pois será que temos sistemas de segurança a altura?! A WIRED mostrou que não!

Nesse caso, o Geomarketing também será levado a outro nível. Associado a essa tecnologia o reconhecimento facial também tem avançado impressionantemente, sendo assim, os mapas para a tomada de decisões no dia-a-dia das áreas de vendas poderão ser em tempo real e a propaganda poderá ser direcionada pelo fluxo dos perfis sociais em outdoors eletrônicos, influenciando suas escolhas. Essa prática também é chamada de ambiente inteligente como apontado no recomendado “Safeguards in a World of Ambient Intelligence”. Em um outro momento falaremos mais disso.

Esses algoritmos de coleta e transformação de dados, baseados em mineração de dados, inteligência artificial, redes neurais, engenharia social, nanotecnologias e outros, poderão tornar o profissional de geotecnologias dispensável em diversas áreas? Como analisado por Joy em seu visionário artigo “Why the future doesn’t need us”. Quando li esse artigo, pensei em abrir uma empresa de criação de nanosensores ou chips RFID, mas não achei parceria, pois não tenho formação para tanto como o prof. Drexler (risos).

Podemos pensar que tudo isso se trata de ficção científica, mas posso afirmar que é muito plausível.

Quando fiz o mestrado, minha proposta era automatizar o método de zoneamento ecológico e econômico, com algumas linhas de código e umas 2 horas de processamento, fora o tempo gasto com a mineração de dados, normalização, ajustes e outros, o processo resultou em um zoneamento muito mais preciso que o já feito. Assim que for publicado o artigo, colocarei ele aqui no blog para vocês. Então vejam, fui eu rodando um código que deu muito certo… Se isso for levado para frente, são alguns técnicos a menos para esse tipo de análise… E eu, nem de longe, sou uma mente brilhante desse ramo.

Será que seremos suplantados pela evolução tecnológica ou nos reinventaremos?

Até que ponto estamos ajudando esse futuro, treinando os algoritmos?

O que você acha dessa “teoria conspiratória”?

O que esperar do futuro das geotecnologias?

Esperamos que o bom senso tome contas das mentes brilhantes do nosso tempo para que ele não se acabe do dia para a noite.

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Dê uma olhada nas matérias que estão pela net:


Responses

  1. Respostas do Eduardo Freitas.

    Curtido por 1 pessoa

  2. […] https://geotecnologias.wordpress.com/2016/01/04/o-gis-nao-precisa-mais-de-nos/ […]

    Curtido por 1 pessoa

  3. Sadeck, ótimas reflexões. Trata-se de um momento ainda dificil de entender aonde chegaremos. Ví esta semana uma reportagem bem alinhada à este artigo, publicada no jornal Valor Econômico: “Quarta revolução industrial ameaça milhões de empregos”.
    Pois é, em grande parte, toda essa evolução por vc apontada já está sendo ‘teorizada’ como uma quarta revolução industrial. E, claro, haverá perda de postos de trabalho, mas acho que ao mesmo tempo a ideia que temos por trabalho ou emprego ou as formas de remuneração irão acompanhar tais mudanças.

    De qualquer forma, imagino que sim, o ‘GIS’ seguirá precisando de nós. talvez não mais na elaboração de mapas, aquisição de dados ou processamento de análises, mas na leitura dos resultados e direcionamento à tomada de decisão. E neste sentido, entender como os algoritmos e as ferramentas funcionam, será de grande importância para definir qual utilizar, e como entender seus resultados. Ou seja, será necessário evoluirmos juntos e resignificarmos nossas atribuições.
    Nesta linha, vejo cada vez mais em voga termos como “data science”, “Big Data”, “Data Engineer”…

    Grande artigo. Abs

    link para reportagem citada: http://www.valor.com.br/internacional/4398794/quarta-revolucao-industrial-ameaca-milhoes-de-empregos

    Curtido por 1 pessoa


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