Publicado por: sadeckgeo | agosto 17, 2013

BIG DATA é o futuro?

BD_geo

Muito tempo sem postar, mais de 1 ano, mas não podia deixar de fazer mais uma postagem sobre as novas geotecnologias… Pode ser que essa seja uma volta indiscriminada ou descarada, não sei! (risos).

Falando sério agora, como tínhamos indicado, a quantidade de dados e informações que estão sendo geradas pelos diversos meios, VANTs, nanosensores, smartphones e outros equipamentos, vem crescendo exponencialmente ao desenvolvimento da tecnologia e da vontade que o usuário tem de comunicar. Adicione a isso o crescente volume e confiabilidade de observações em tempo real de sensores, a necessidade de alto desempenho, grandes análise de dados para a modelagem e simulação de conteúdo como comentado por Percivall¹ em uma de suas postagens na OGC, onde ele também comenta sobre o processamento de informações em nuvem que já foi comentado aqui pelo nosso amigo Eskelsen e vamos chegar ao termo BIG DATA.

Recentemente tivemos um evento na Itália que se propôs a investigar várias áreas dessa tempestade de dados sobre questões ambientais, que é denominada na comunidade internacional como “BIG DATA FROM SPACE”, e muita novidade foi demostrada e sugerida e receberam as críticas dos que lá estavam.

Hoje, por uma certa quantidade de papeis assinados, estão disponíveis muitos petabyte de imagens de satélite e dados de forma livre para serem interpretados e redisponibilizados. Algumas empresas que já estão colaborando com iniciativas nesse campo são Digital Globe, Astrium, ITT Exelis, ESRI e Google oferecendo abordagens para processamento de imagens na nuvem (Web Processing Service), visualização de dados e eventos espaciais, como é o caso da NOAA, IBGE, USGS através de aplicativos online (ArcGIS Online) e outros suportes. Esse tipo de aplicação tem garantido o uso de dados espaciais socioambientais e econômicos muito mais voltado para a análise e resolução de problemas. Porém, à medida que mais e mais funcionalidades de SIG são migradas para a nuvem, é natural que esta tecnologia direcione-se para além da simples busca e localização de dados para recursos mais avançados de análise espacial, cartografia, processamento digital de imagens e SIG.

Para compreendermos esse campo é necessário um entendimento sobre algumas questões como mineração de dados, escalabilidade de armazenamento, políticas de uso, licenciamento de trabalho derivado, interoperabilidade de dados, capacidade de rede, visualização de dados e muitas outras.

As tecnologias que dão suporte para o Big Data segundo o povo da SAS Brasil estão pautadas em:

  • Armazenamento de dados barato e abundante e capacidade de processamento de servidores;
  • Processadores mais rápidos;
  • Alta capacidade de memória acessível, como Hadoop;
  • Novas tecnologias de armazenamento e processamento desenhadas especialmente para grandes volumes de dados, incluindo dados não estruturados;
  • Processamento paralelo,  clustering, MPP, virtualização, grandes ambientes de grid, alta conectividade e grandes resultados;
  • Computação em nuvem e outras alocações de recursos flexíveis.

A EMC² fez um vídeo bem legal sobre o tema considerando a generalidade. Veja!

Outra tecnologia que me leva ao encontro do BIG DATA é a de Banco de Dados Espaciais. Toda essa informação necessita estar alocada, localizada e gerenciada e com banco de dados, isso se torna muito mais denso, fazendo com que as aplicações sejam gerenciadas de acordo com as regras e padrões implementados. Pense em um cadastro multifinalitário em ‘N’ dimensões… Em um outro momento falaremos de Banco de Dados considerando SQL e NoSQL.

Desse universo, estamos (falando por mim) aranhando a casca do ovo, pois muitas coisas novas estão acontecendo e é preciso se atualizar se você quiser seguir esse caminho e acompanhar as tendências (isso ficou meio clichê. rsrsrs). Entendo que é um caminho muito mais na área de TI que propriamente de GEO e você pode escolher que pílula vai tomar.

Você acha que o fenômeno BIG DATA pode mudar a forma de analisarmos o mundo?

Links para consulta:

1         ¹http://www.opengeospatial.org/blog/1866

2        ttp://www.exelisvis.com/Company/PressRoom/Blogs/ImagerySpeaksDetail/tabid/901/ArtMID/2927/ArticleID/13565/Big-Data-For-Better-Results.aspx

3         http://big-project.eu/

4        ttp://www.geospatialworld.net/Magazine/MArticleView.aspx?aid=30512

5         http://www.bigsql.org/se/

6         http://sensorsandsystems.com/article/features/27558-geospatial-advances-drive-big-data-problem,-solution.html

7         http://congrexprojects.com/2013-events/13c10/announcement

8         http://www.ibm.com/developerworks/br/cloud/library/cl-geospatialanalytics/

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Responses

  1. Sadeck, depois de fazer uma classificao do relevo usando a declividade, como posso converter para vetor, tem algum tutorial? Tem a classificao da embrapa de relevo usando declividade, depois os intervalos recebem nomes como plano, suavemente ondulado, ondulado,….

    ________________________________

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    • Olá Fábio,
      Se a classificação estiver em matriz pode sim… Qual o software vc está usando?
      Aguardo!

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  2. Martin Waterhouse enviou-me o link para um conteúdo sobre BIG DATA que devemos avaliar.
    http://venturebeat.com/2013/08/13/put-a-fork-in-big-data-its-done/

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