Publicado por: sadeckgeo | maio 21, 2010

RADAR Golfo do México

Já fazia algum tempo que não víamos derramamento de óleo no mar em proporções tão grandes quanto as da ultima catástrofe do dia 20 de abril, onde uma sonda de perfuração que trabalhava para a British Petroleum, no Golfo do México, pegou fogo, queimou ferozmente por 36 horas e em seguida afundou. Este está sendo considerado o maior desastre na história da indústria do petróleo.

O que me passou pela cabeça para escrever esse post foi a proposta de estudos criado pelo Brasil (Petrobras; (Cenpes)), conhecido como Piatam mar (Potenciais Impactos Ambientais do Transporte de Petróleo e Derivados na Zona Costeira Amazônica) que vinha desenvolvendo grandes pesquisas na área de desastres relacionados ao derramamento de óleo e fenômenos meteo-oceanográficos, monitorando os ecossistemas costeiros e levando em consideração o nível de sensibilidade e vulnerabilidade desses ambientes, criando um banco de dados atualizado e georreferenciado para subsidiar as atividades da empresa brasileira caso acidentes dessa espécie viessem a acontecer no litoral do nosso território.

O mais legal da proposta foi talvez a singularidade do uso de RADAR SAR para estudos na área de óleo e gás, que hoje estão bastante difundidos, principalmente pela quantidade desses sensores no mercado como podemos ver na ocasião desse derrame de óleo no golfo do México.

RADARSAT

Um dos mais antigos sistemas de imageamento criado pela Agência Espacial Canadense e outras empresas, vem monitorando a mancha de óleo no Golfo do México com uma variedade de ângulos de incidência e cobertura temporal.

Para isso, está utilizando as polarizações VV, VH e HH, pois essas possibilitam o melhor contraste para detecção de manchas de óleo na superfície da água, detecção de navios e aplicações mistas respectivamente.

O RADARSAT possui 4 polarizações na banda C (5,405 GHz), podendo revisitar a mesma área após 24 dias, sendo assim, outros sensores RADAR estão sendo usados com o intuito do monitoramento da mancha com mais freqüência.

TERRASAR X

O primeiro satélite alemão de cooperação público privado tem obtido imagens da área atingida pelo derramamento de óleo, em modo ScanSAR com 18 m de resolução numa faixa de 100×150 Km. Esse dado está sendo capturado na polarização VV da banda X, porém o TerraSAR X trabalha com outros tipos de aquisição polarimétrica como dual e quad.

O método de aquisição lhe possibilita fazer um numero maior de imagens da área, com isso a empresa InfoTerra pôde disponibilizar um animação com a evolução da mancha de óleo.

Confira aqui!

A Alemanha potencializará o uso de Radares de Abertura Sintetica com o lançamento do TANDEM- X em aproximadamente 30 dias. Satélite irmão do TerraSAR-X que possibilitará uma maior agilidade na aquisição de imagens, assim como promete gerar o mais bem definido modelo digital de elevação da superfície da terra, como já foi dito aqui no blog. (Veja)

COSMO SKYMED

O monitoramente feito por essa constelação pode ser muito mais adensado pela quantidade de satélites que recobrem a área e pelos diversos métodos de aquisição de informação possíveis.

Para o caso do Golfo do México está sendo feito um acompanhamento diário fornecendo informações valiosas sobre o movimento da maré negra. Se for necessário a constelação poderá fazer varias imagens durante o dia e a noite sem restrições.

Ao que tudo indica foi usada a polarização HH na banda X (9.6 GHz) e usado o método ScanSAR – WideRegion com uma largura de faixa de 100 x 100 Km, sendo possível obter uma resolução espacial de até 30 m.

CONSIDERAÇÔES

O eco das ondas de radar depende da rugosidade da superfície do mar, porém a superfície agora apresenta-se de forma lisa por causa da película de óleo que se espalhou, isso impossibilita o retorno do pulso emitido pelo radar do satélite, configurando o comportamento especular, ou seja, o pulso emitido pelo sensor não retorna eco, sendo inteiramente perdido naquela região, por isso, ocasiona uma mancha escura na imagem que corresponde à superfície de óleo, podendo assim ser mensurada e monitorada.

Segundo a PETROBRAS, a análise integrada dos dados de RADAR e a velocidade de entrega das imagens, consiste em uma importante ferramenta de tomada de decisões para situações de emergência, assim como para a elaboração dos planos de contingência e para a avaliação dos impactos da indústria do petróleo no meio ambiente. E isso é o que temos visto no golfo do México.

Fontes:

http://www.radarsat2.info/

http://www.threetek.com.br/

http://infoterra.de/Infoterra-GmbH.html

http://www.telespazio.com/


Responses

  1. Os trabalhos continuam no Golfo do México http://bit.ly/eqnyQS

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  2. GIS Used to Respond to Oil Spill Disaster http://www.esri.com/news/arcwatch/0710/feature.html

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