Publicado por: sadeckgeo | setembro 5, 2008

IDESP: ordenamento territorial do Pará?

O desenvolvimento econômico da Amazônia passa pela questão do gerenciamento eficaz e racional para controle do território. O Brasil, e não menos o mundo, não conhece a Amazônia ou as Amazônias (como diria Carlos Walter), e dentro desse contexto está um dos estados de maior importância histórico, social, político e ambiental no cenário amazônico, que é o Pará.

De antemão, é indispensável lembrar do Projeto RADAM (década de 70) que foi a primeira medida para tentar conhecer o território amazônico, responsável pelo levantamento de parte significante dos recursos naturais na Amazônia – “até hoje não totalmente descobertos”. O projeto utilizou para seus levantamentos imagens de Radar de visada Lateral SLAR (Side Looking Airborne Radar) para tentar minimizar os problemas de incidência de nuvens e a precipitação pluviométrica intermitente na região, processo que foi retomado com o advento do projeto SIVAM/SIPAM, que hoje faz o monitoramento da região por meio de imagens de Radar de Abertura Sintética – SAR.

Desde a criação do RADAM até a implantação do SIPAM o estado do Pará criou alguns órgãos que deprenderam esforços para a construção cartográfica, padronização, obtenção de informações e suporte ao controle do território. Há alguns anos a traz o Estado passou por momentos de estagnação no que se refere à cartografia, como o caso da extinção do IDESP em 1999 pelo governo Almir Gabrial, Instituição criada em 1966 para articular e orientar o desenvolvimento econômico e social do Estado, situação parada até os dias atuais, com re-criação do IDESP e a tentativa do atual Governo de soerguer a cartografia estadual.

Com a falta de uma instituição que fizesse o papel de organizar as informações, o Estado do Pará perdeu o pouco controle que tinha sobre o planejamento de seu território, deixando os atores fazerem o que bem entendesse na nossa cozinha, ai já viram o que acontece quando a cozinha esta desarrumada…

Bem, hoje as discussões que passam pelo ordenamento territorial também passam pela infra-estrutura de dados espaciais e por uma nova forma de cartografar o território, que segundo a revista InfoGeo n° 24 de 2008, está se bandeando para uma descentralização da construção cartográfica, ou seja, a cartografia sistemática está saindo das mãos Nacionais e indo para as mãos Estaduais e Regionais, pois são esses últimos é quem sabem do que precisam para gerenciar seus territórios.

Nessa conjuntura, o Governo do Estado do Pará reabre as portas do IDESP e começa uma reestruturação em busca do tempo perdido, procurando parceiros institucionais para suprir as necessidades de uma base precisa e unificada, com informações sobre o território paraense, ponto comum das preocupações de gestores de secretarias estaduais, municipais e institutos ligados a questões rurais, ambientais e florestais no Estado.

Só nos resta esperar para ver qual a tendência desse novo IDESP e qual será a atitude do Governo, a partir do momento em que começar a serem disparadas as informações que virão de parceiros como o INPE, o IBGE, a DSG e outras tantas instituições renomadas.

Saiba +:

http://www.idesp.pa.gov.br/

Governo firma parceria com Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais

Pará investe em Cartografia e Geotecnologia

Pará: Seminário propõe a construção de Plano Cartográfico Digital


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