Publicado por: sadeckgeo | junho 23, 2008

Artigo: Cybercartography

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O termo cybercartography foi desenvolvido pelo professor D.R.F. Taylor da universidade de Carleton (Ottawa, Canadá), durante a 18ª Conferência Internacional de Cartografia ocorrida em Estocolmo.

O termo foi definido por ele como “… a organização, a apresentação, a análise e a comunicação da informação espacial provida de uma grande quantidade de tópicos relevantes à sociedade com um formato interativo, dinâmico, multisensorial através da multimídia e com relações multimodais” (Taylor, 1997).

Este termo, que hoje já pode ser entendido como conceito, que em geral, é todo processo que torna possível a descrição, a classificação a e previsão dos objetos cognoscíveis, expandiu-se por meio das diversas publicações acadêmicas que levaram em consideração a criação de Atlas inovadores como o Atlas do Continente Antártico, a cybercartography do Canadá e muitos outros.

O termo Atlas, nesse caso, é usado como uma metáfora para a representação da informação quantitativa e qualitativa organizada pela revolução sócio-computacional que vem ocorrendo no contexto da Web 2.0, que não necessariamente quer dizer uma nova versão para a Web, pois ele não se refere à atualização nas suas especificações técnicas, mas a uma mudança na forma como ela é encarada por usuários e desenvolvedores e isso quer dizer, que a regra nessas novas formas de mapear é deixar a cargo dos usuários o desenvolvimento e aperfeiçoamento da aplicação aproveitando a inteligência coletiva.

Essa nova forma de mapear está sendo desenvolvida com uma ferramenta chamada Nunaliit – Cybercartographic Atlas Framework e desenvolvida pelo Geomatics and Cartographic Research Centre (GCRC). A estrutura desta ferramenta é Open Source, o que permite qualquer pessoa, com acesso a internet, criar índices para os Atlas.

Em termos teóricos e tecnológicos essa acelerada mudança na forma de mapear está baseada na necessidade de levar em consideração o que realmente importa para a comunidade tendo em vista o seu conhecimento e deixando a cargo dela a melhor forma de representar isto.

A cybercartography juntamente com outros domínios emergentes como o Geovisualization, a Web Mapping e o OpenStretMap, caracterizam as mudanças profundas na forma de mapear, estas mudanças são o resultado do desenvolvimento da comunidade Open Source e de comunidade locais criadas por acadêmicos, cientistas e artistas em diversas disciplinas. Estas mudanças ilustram a vitalidade atual e a renovação do mundo dos mapas.

Bibliografia

Taylor, D.R.F. 1997. “Maps and Mapping in the Information Era.” Proceedings, Vol. 1, Swedish Cartographic Society Keynote address to the 18th ICA Conference, edited by L. Ottoson. Stockholm. 1-10.

Taylor, D.R.F. (ed.) 2005. “Cybercartography: Theory and Practice”, Amsterdam: Elsevier Science.

Taylor, D. R. F. and Caquard, S. (eds.) 2006. Special Issue of Cartographica on Cybercartography, 41(1).

Fonte: Wikipédia

Tradução e Complementação: Luis Sadeck


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