
Hoje falaremos um pouco sobre a relação resolução espacial – escala cartográfica, para isso é preciso primeiro conceituar esses termos.
Começando por resolução espacial, podemos entender o termo como sendo o menor tamanho de objetos que é possível identificar na imagem. Formalmente, é definida como a menor separação angular ou linear que um sensor pode diferenciar, medido em linhas por milímetro, metros ou estéreos radianos.
O termo Escala é explicado pela literatura como o referencial de redução do mundo real ao papel sendo essencial para a cartografia.
Nos trabalhos que hoje são desenvolvidos na área de mapeamento, a maioria usa imagens de satélite e sempre paira a duvida: Qual imagem (resolução) eu uso para um mapeamento na escala 1:25.000? Ou ainda, com uma resolução de 2.7m em que escala eu posso extrair informações? Bem, essa duvida pode ser resolvida com um pouco de biologia e física…
Para compreendermos esse processo temos que nos remetermos ao termo resolução ocular ou acuidade visual, que é determinada pela menor imagem retiniana percebida pelo indivíduo. Sua medida é dada pela relação entre o tamanho do menor objeto (optotipo) visualizado e a distância entre observador e objeto. Esse é o principio que deu origem também aos estudos da microscopia.
Baseado nessa teoria que diz que o olho humano é capaz de distinguir até 0,2 mm (Acuidade Visual) sem nenhum tipo de lente e sendo sadio, podemos usar essa medida para calcular as escalas em função da resolução espacial. Para tanto é só dividir a resolução espacial pelo fator de acuidade visual transformado em escalar constante 1000 para obtermos a escala padrão para essa resolução.

Em caso de se querer a resolução estimada para uma determinada escala é só proceder a transformação da formula.
![]()
Segundo a norma técnica, levando em consideração e menor precisão gráfica possível de ser observada a olho nu (0,2 mm ou 0,0002 m), é possível calcular o erro admissível (ea) para as escalas, aplicando-se a seguinte relação: ea = 0,0002 X N, onde N é o denominador da escala.
Os detalhes cujas dimensões gráficas forem inferiores ao valor do erro admissível não terão representação gráfica e, portanto, não constarão no desenho, a não ser através de uma convenção.
Acho que era isso que tinha para comentar hoje com vocês, espero que o texto venha tirar as duvidas da comunidade em geral.
Um abraço.
Até o próximo.









Excelente artigo.
Não sei se o problema é do meu navegador, mas não consegui visualizar as formulas. To usando o firefox.
Abração
Por: Luiz Amadeu Coutinho em setembro 19, 2009
às 12:59 pm
Dê uma olhada agora… Realmente tinha um probleminha no link das formulas, acredito que tenha resolvido.
Obrigado!
Por: sadeckgeo em setembro 20, 2009
às 1:34 am
Pô cara não sabia do seu Pai. Sinto muito.
Deus sabe de todas as coisas e não deixa nada acontecer se não for por um propósito maior.
Espero que você e sua familia estejam bem.
Dias melhores virão.
Por: Luiz Amadeu Coutinho em setembro 19, 2009
às 1:08 pm
Sadeck,
Você poderia colocar algumas referencias bibliográficas para o assunto discutido?!
Este é o tipo de informação que precisa está guardado e nos acompanhando sempre!
[]‘s
Por: Vicente Martins em setembro 22, 2009
às 2:24 pm
Olá Vicente,
Você pode fazer referência à esse artigo mesmo, pois acredito que não tenha uma literatura que faça referência à essa relação… Talvés o que você ache por ai sejam artigos relacionados com Acuidade visual e Microscopia, Escala e Erro aceitavel, PEC e outros, mas nada no sentido dá relação a cima…
Como eu disse no corpo do post, essa relação é uma junção de conhecimentos de outras ciências como Biologia, Física e Cartografia.
Vou dar uma procurada pela net e posto aqui caso ache.
Um abraço
Por: sadeckgeo em setembro 22, 2009
às 4:57 pm
Fiz uma busca rapida pela NET relacionada com o tema e encontrei alguns artigos que podem dar suporte ao artigo:
http://www.geologia.ufpr.br/graduacao/cartografiadigital/elementoscartografia.pdf
http://www2.fct.unesp.br/cartografia/cartografiaII/ProvaI/Fase_Proje_Carto3.pdf
http://web.eep.br/~rmachado/view.php?file=CARTOGRAFIA/Escalas.pdf
Castañon, C. A. B. Recuperação de imagens por conteúdo através de análise multi-resolução por wavelets. 2003. 84p. Dissertação (mestrado em Ciências da computação e Matemática computacional) – Instituto de Ciências matemáticas e de Computação (ICMC), São Carlos. 2003.
Quem tiver mais, posta ai!
Um abraço
Por: sadeckgeo em setembro 22, 2009
às 5:24 pm
Sadeck,
Muito obrigado pela atenção e resposta rápida.
Como eu disse, esse é o tipo de assunto que a gente deve andar com ele na carteira para nunca esquecer…
Parabéns pelo trabalho.
[]‘s
Por: Vicente Martins em setembro 23, 2009
às 2:38 am
gostaria de saber se pode me ajudar?
vc sabe me dizer o que é um erro de processo?
Por: Luana em outubro 1, 2009
às 6:20 pm
Olá Luana,
Especifique mais sua pergunta…
Aguardo…
Por: sadeckgeo em outubro 1, 2009
às 6:30 pm
É que preciso fazer um trabalho para a faculdade….engenharia de
produção….e a matéria é gestão da qualidade….então acho que o professor
se refere ao erro no processo de produção……
Acontece que não estou conseguindo achar na internet….só aparece erro de
medição e creio que não a esse erro que ele se refere, entende?
Por: Luana em outubro 1, 2009
às 7:26 pm
Luana,
Entendo seu problema, mas acredito que não posso ajuda-lá… pois não tenho conhecimento na sua área.
Geralmente aqui no blog tiro duvidas de geotecnologias, se for nessa área posso lhe ajudar.
Um abraço
Por: sadeckgeo em outubro 1, 2009
às 8:00 pm
estive lendo sobre o tema no seu blog, e na parte de citaçao gostaria de mostrar um trabalho que desenvolvi para o simposio brasileiro de sensoriamento remoto nessa área.
o titulo e: “Definição da escala em imagens de sensoriamento remoto: uma abordagem alternativa”
o link e esse: http://marte.dpi.inpe.br/col/dpi.inpe.br/sbsr@80/2008/11.18.03.28/doc/1739-1746.pdf
um abraço a todos
Por: Nelito em outubro 4, 2009
às 3:41 am
Olá Nelito,
Muito bem traçado seu artigo, parabéns!
Realmente o Cálculo feito através do IFOV, não dá um bom resultado, mas já se levarmos em conta EIFOV, para uma aproximação de Escala Máxima por Resolução, ai temos um bom resultado…
Acredito que seu artigo venha contribuir de forma fantástica para essa discussão, sendo muito bem embasado nas questões técnicas dos sensores e na legislação. Sendo bem menos subjetivo que o escrito por mim, que levo em consideração a Acuidade Visual.
Obrigado por sua contribuição.
Um abraço
Por: sadeckgeo em outubro 5, 2009
às 2:15 am
Olá,
Tenho uma dúvida sobre a equação que estima a escala a partir da acuidade visual e acho que ela tem algum erro.
Perceba que a escala aumenta se aumentarmos o tamanho da menor feição a ser identificada (ex. se empregamos 0,2 mm para uma resolução de 30m teremos uma escala de 1:150.000, por outro lado, se empregamos o PEC A, 0,5 mm, teremos uma escala de 1:60.000).
Isto é incoerente, pois, traços menores (0,2 mm, por exemplo) exigem escalas de maior detalhe (1:50.000; 1:25.000 etc) para serem identicados.
Por favor, poderia me ajudar com esta dúvida? Você teria alguma referência bibliográfica que detalha a obtenção da equação?
No aguardo.
Por: Flávio em outubro 15, 2009
às 4:26 pm
Oi Flávio,
Esse cálculo (fórmulas) só pode ser feito pelo fator de acuidade visual (0,0002), que é a constante, se você quiser levar em consideração outros valores como o PEC, ai você precisa usar o EIFOV do sensor.
Ai em cima tem alguns materiais que explicam as duas relações (Acuidade Visual e EIFOV)
Espero que lhe ajude.
Um abraço
Por: sadeckgeo em outubro 16, 2009
às 1:44 am
Prezado Flavio,
Apenas para concluir o que o Sadeck havia comentado, o indicador do PEC para a classe A, como voce havia mencionado, é para a precisão do produto frenta a sua posição geográfica e o fator para erro gráfico de 0,2 mm é um valor de identificação de elementos a serem representados na carta.
EM uma carta na escala 1:100.000, por exemplo, o menor elemento identificável é de 20 metros e sua precisão, para atender a classe A do PEC, deverá ser de 50 metros.
Espero ter ajudado.
Sadeck, parabéns pelo site.
Por: Luiz Arruda em novembro 8, 2009
às 9:17 pm
Alguém tem algo a dizer sobre a resolução/escala espacial de conjuntos de dados em SIG. Já li em vários artigos que um dos problemas da utilização de dados secundários é relativo as escalas. Porém tudo que consegui encontrar sobre escalas e SIG gira em torno da precisão do GPS, da resolução de imagens de satélites e das escalas de um mapa. Há como determinar a resolução/escala espacial de um conjunto de dados?
Por: Sielski em fevereiro 23, 2010
às 4:17 am
Caro Sielski,
Para um conjunto de dados (vetores) é um pouco complicado, pois os mesmos podem ter sido criados em escalas diferentes, mas se você quiser saber em que escala está um determinado dado, você pode fazer a medição de um alinhamento em campo e a medição da representação do seguimento de reta no mapa e comparar tentando trazer para a unidade.
Dê uma olhada no artigo
Espero que tenha dado para entender e que tenha clareado sua mente.
Quem tiver mais sujestões post por favor.
Muito obrigado.
Por: sadeckgeo em fevereiro 23, 2010
às 11:47 am
[...] Para melhor entender esta relação, recomendo acessar o excelente blog Sadeck Geotecnologias, clicando neste link: http://geotecnologias.wordpress.com/2009/09/19/resolucao-espacial-vs-escala/ [...]
Por: Georreferenciamento no gvSIG 1.9 – Parte 1 « Geoprocessamento para Linux em setembro 25, 2010
às 12:14 am
Estou com um problema de grande urgência, eu peguei uma carta do ibge na escala de 1:50.000 e preciso jogar ela em escala para poder trabalhar, sei que tem algo a ver com os pixel e a acuidade visual que se n engano é 0,0002 mas esqueci como faz isto faz muito tempo que aprendi e com fiquei parado sem trabalhar com isto esqueci, mas para simplificar peguei o mapa de uma cidade escaneei salvei em tiff, agora abri no autocad e fiz a vetorização da mesma, só que agora eu nao sei como eu deixo ela na escala certa alguém pode me socorrer urgente, qual o tamanho ira ficar meu quadro no autocad para mim jogar a imagem dentro e deixa em escala real?
a imagem esta em tiff resolução 150 dpi e tamanho da imagem com dimensões 8268 pixels X 9449 pixels sendo largura X Altura
se tiver um tutorial ou uma dica de como eu faço o calculo desta escala e tamanho do quadro que devo ter para trabalhar
f4lcad3@terra.com.br
grato pela ajuda!
Obs: PARABÉNS PELO TRABALHO!!
Por: Marcos em dezembro 8, 2010
às 8:25 pm
Ha pouco tempo comecei trabalhar com escala-geotecnologia espero que posa tirar minhas duvidas muito obrigado
Por: carol cardoso duarte em fevereiro 28, 2011
às 11:27 am
[...] Para melhor entender esta relação, recomendo acessar o excelente blog Sadeck Geotecnologias, clicando neste link: http://geotecnologias.wordpress.com/2009/09/19/resolucao-espacial-vs-escala/ [...]
Por: Preparando uma imagem para georreferenciamento no SAGA-UFRJ « Geoprocessamento para Linux em maio 26, 2011
às 7:04 am
Ótimo trabalho, infelizmente não consigo abrir as figuras, pode ajudar?
Abraços e parabéns!!!
Se tiver esse trabalho em pdf e puder disponibilizar agradeço!!!
Por: Claudio em junho 21, 2011
às 11:55 am
Exelente trabalho, tem me ajudado muinto.
Gostaria de saber se pode me ajudar, me indicando um software gratuito que realize ortoreferenciamento, ou se tem algum tutorial do ENVI sobre o assunto. Grato
Por: Guapei Veras em novembro 23, 2011
às 2:28 pm
O TerraView, o QGIS, o GRASS tem módulos para isso.
Você pode buscar pelo tutorial D do ENVI – http://awe.sm/5aeaS
T+
Por: sadeckgeo em novembro 29, 2011
às 12:49 am
Sadeck, voce é o cara!
Grande abraço
Por: Aderson Avelar em fevereiro 27, 2012
às 6:32 pm
Boa noite Sadeck.
Excelente postagem, posi sempre é uma dúvida quando se trabalha com imagens, a determinação da escala de mapeamento.
Forte abraço e continue sempre assim, pois seu trabalho é muito legal.
Por: Lucas Alexandre em agosto 11, 2012
às 9:56 pm
Galera,
Discussão excelente aqui. Mas como não sou geógrafo, sempre tenho duvidas com relação a menor área mapeável para uma determinada escala. Alguém poderia me dar uma direção?
Abraços
Por: Diogo Caribé de Sousa em março 14, 2013
às 10:46 pm
A revisão foi muito clara e objetiva. Muito boa!
Por: Bruno em abril 22, 2013
às 10:46 am